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Respostas imuno-humorais, Alostase
e exercício
Escrito por Martin Krause, março
- julho 2005
B.Appl.Sc (Physio), M.Appl.Sc (Manip.Physio), Grad.Dip.Hlth.Sc
(Ex & Sport), Grad.Cert.Hlth.Sc.Edu
Traductor : Fabricio Pereira
- Sumario
- Introdução
- Equilibrio
do nitrogenio - consideracoes catabolicas versus anabolicas
- Neuroimmune response
to trauma
- Matzinger's Danger hypothesis
- O Sistema Nervoso Simpático
- Muscle, Liver, Kidney
immune responses
- Pain modulation
- Exercício e hormônio
do crescimento
- Exercício e DOMS (Delayed
Onset Muscle Soreness)
- Capacidade
de adaptação versus Resposta imune inata e massa muscular
- Adaptive
versus Innate Immune Response
- Fine tuning the immune response
through regular exercise
- Cost of mal-adaptation to the
consequences of trauma
- Cognição e
a Resposta Neuro-Imune
- Cognitive
Behavioural Response - the pain of being sick
- Cellular Immune
Response
- Fadiga, excesso de treinamento
e a Resposta neuro imune
- O exame subjetivo para classificar
os sintomas do excesso de treinamento
- Síndrome Geral de Adaptação
(SGA) e Alostase
- McEwen (1998) descreve
quatro situações de cargas alostáticas
- Behavioral Allostasis
- Clinical Allostasis
- Periodisation
of Training
- Terapia Cognitiva Comportamental
- Conclusão
- Referências para lesões
musculoesqueléticas neuro-humorais
Sumário
Existe um paradoxo através do qual o sistema fisiológico
é ativado pelo estresse, podendo não somente proteger
e restaurar, como também causar danos ao corpo. Importante
para a sobrevivência é a alostase, na qual e definida
como "A habilidade de alcançar a estabilidade através
da mudança" (McEwen 1998). Hiperatividade ou hipoatividade
do sistema alostático pode levar a uma disfunção
na resposta das citocinas ao trauma. O sistema nervoso simpático
(SNS) representa uma função central na modulação
da citocina realizando a comunicação entre o sistema
nervoso central (SNC) e o sistema imunológico. (Hasko 2001;
Raison & Miller 2003). Mudança no SNS tem sido atribuída
a existência de dor musculoesquelética em pessoas com
falha no pós-cirúrgico da síndrome da coluna
(Geiss et al 2005) e whiplash (chicote) (Sterling et al 2005). As
citocinas são mensageiras inatas do sistema imune e são
responsáveis pela comunicação bidirecional
entre o corpo e o cérebro (Watkins et al 1995). O sistema
imune se adapta usando como alternativa as proteínas de chock
térmico, como uma célula link para mobilizar linfócitos
T e pode ser ativada em resposta ao calor, frio, estresse metabólico
e/ou em sinais de perigo ou segurança (Moseley 2000; Watkins
& Maier 2000). A partir do momento que as citocinas e as HSP's
são mobilizadas durante o exercício resistente moderado,
é plausível dizer que uma intensidade moderada de
treinamento de resistência progressiva (PRT) com uma "sintonia
fina" proporcione uma adaptação em resposta ao
mecanismo estressor (Krause 2003). Além disso, através
do melhoramento da massa muscular, o sistema imune tem uma grande
reserva de proteína para ser usada durante a atividade inflamatória.
Intervenções no tratamento pós-traumático
usando terapia cognitiva do comportamento têm sido recentemente
defendidas como discurso nos aspectos efetivo-motivacionais e avaliação
cognitiva na modulação da dor. Quando se trata de
dor através do estresse, é concebível que o
sinal de perigo e segurança requeridos pelo sistema neuro-imune
pela alostase, pode ser incorporado dentro do processo de raciocínio
clinico pelo qual de forma realista é possível alcançar
as metas definidas através de uma comunicação
efetiva na interação entre cliente/médico.
Introdução
Na Austrália, com uma população
de 19 milhões de pessoas, o tratamento de deficiência
musculoesquelética crônica sozinha custa 4 bilhões
e 700 milhões anualmente. Esse número não leva
em consideração a perda da produtividade para a comunidade.
Muitos tratamentos tem se aproximado dos problemas musculoesqueléticos
multifatoriais e tem sido recentemente defendido, os quais incluem
a tradicional terapia manual, dry needling (estimulação
intramuscular), acupuntura, técnicas de energia muscular,
educação, meditação e yoga, bem como
exercícios metabólicos, razões coordenativas
e cognitivas. Isso tem sido um resultado, na reunião das
evidencias corporais, as quais implicam o sistema nervoso central
(SNC), sistema nervoso periférico (SNP) e o sistema imune
na dinâmica e complexa interação neuro-imune
durante as atividades da vida diária.
Pesquisas sobre imunologia têm fornecido um discernimento
especifico para o entendimento da função do sistema
musculoesquelético na defesa imune, bem como a função
da defesa imune na adaptação do sistema musculoesquelético
ao treinamento e na lesão. A sinalização bidirecional
é muito importante na relação das citocinas,
entre o local da inflamação e o sistema nervoso central
(SNC) tem sido destacado. Além disso, o recente entendimento
da função da massa muscular como uma importante fonte
de telômero proteínas para carrear sítios eucarióticos,
para a combinação do sistema imune mRNA, deve ser
de considerável interesse para os fisioterapeutas os quais
regularmente prescrevem exercícios e aconselham na profilaxia
da saúde.

Figure 1 : Protein turnover and the prevention of negative nitrogen balance
Equilíbrio do nitrogênio
- considerações catabólicas versus anabólicas
De qualquer forma a ciência do esporte tem também
enfatizado o paradoxo da imune supressão pós-exercício
de tolerância (endurance), o qual leva a sugerir que isso
ocorre devido ao duplo risco da redução relativa do
suprimento de energia com o trauma musculoesquelético devido
há exercícios repetitivos (Fig. 1 & 2). Enquanto
estava trabalhando com a elite de atletas amadores e profissionais
nos anos 80 e início dos anos 90, eu observei que eles pareciam
estar particularmente propensos lesões musculoesqueléticas
como, por exemplo, fratura por estresse, infecções
oportunistas e a um grande numero de sintomas, os quais poderiam
eventualmente levar a perda de desempenho e ate mesmo há
síndrome da fadiga crônica. Tragicamente, existiram
vários incidentes repentinos e inexplicáveis de cicatrizes
miopáticas levando há parada cardíaca e morte
dentre a elite dos jovens orientados durante este período.
Isso me levou há conduzir uma revisão de literatura
nos sistemas neuro-hormonais e suas relações com as
lesões musculoesqueléticas. Pesquisadores têm
examinando especificamente o gânglio cervical superior (GCS),
o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA): proopioimelanocortina,
hormônio estimulador da tireóide (TSH), o eixo hipotálamo-pituitária-gonadal
(HPG): hormônio luteinizante e proteínas de chock térmico
(HSP's). A pesar de uma obvia necessidade de identificar causas
como, por exemplo, pneumologia, o limitado e predominante animal
pesquisado que existiu durante esse tempo não estava sendo
acompanhado pelos cientistas do esporte por mais uma década.

Figure 2: Neuro-immune response to trauma
Hipótese do perigo de Mazinger
e as três leis dos linfócitos
Músculos provem uma importante
fonte de proteína de chock térmico (HSP) para as respostas
imunes. Lesões traumáticas envolvem uma cascata de
sinalização através da qual a liberação
das substâncias inflamatórias resulta em um processo
de contenção contra-modulação. Uma "sopa"
de inflamação de histaminas, prostaglandinas, fagócitos,
fatores neurotróficos e citocinas localizam a fibrila em
resposta do resultado da liberação das proteínas
de chock térmico (HSP's). Pouco é conhecido sobre
HSP's, contudo provavelmente elas existem para desempenhar a significante
função na contenção da propagação
da inflamação e infecção. Essas substâncias
são ativadas: na presença de alteração
de temperatura, alteração metabólica, estresse
mecânico e psicológico e/ou na presença de um
"sinal de perigo". Recentemente Moseley enfatizou (2000)
a hipótese de perigo de Mazinger, a qual foi formulada para
entender a razão pela qual alguns processos de replicação
celular são reconhecidos como estranhos enquanto outros são
irreconhecíveis (Ex. câncer). Isso consiste de 3 leis
dos linfócitos sobre a hipótese de perigo para trabalhar.
Linfócitos T precisam receber dois sinais. O primeiro sinal
é a ligação dos linfócitos T com a maior
histocompatibilidade do complexo peptídico (MHC) na apresentação
dos antígenos das células (APC's). O segundo sinal
requerido vem das moléculas nos APC's. Se este segundo sinal
não estiver presente então o linfócito T submete-se
a apoptose. Em terceiro lugar se o sinal de co-estimulação
acorrer então o linfócito T é ativado por um
período definido cujo tempo pode ser ativado sozinho pelo
complexo MHC. Células T ativadas pelos dois sinais de perigo
o primário e a co-estimulação proliferam e
tornam-se linfócitos T citotóxicos (CTL's). Recentes
investigações têm demonstrado que HSP's tem
uma função de apresentação de antígenos
tendo como resultante a ativação do CTL. Adicionalmente,
a modulação das respostas das citocinas pelos linfócitos
e macrófagos, bem como na atuação como alvos
para as células NK, ocorrem quando HSP 70 é expressada
na superfície da célula tumoral e células infectadas
viralmente. Notavelmente o subgrupo HSP 70 é encontrado no
sistema musculoesquelético. Interessantemente, HSP's tem
uma similar estrutura ao complexo MHC, ainda HSP's são proteínas
intracelulares enquanto o complexo MHC e os dois intra e extracelular
(ex. proteína transmembranal). Por essa razão HSP's
são encontrados na região extracelular somente quando
a célula tem sido exposta ao estresse. Por isso, exposição
das células imunes ao HSP's resulta em proliferação
das citocinas (Mosley, PL 2000). Por essa razão, essa teoria
sugere que todas as células no corpo são imuno-competentes
e que os antígenos mostram na ausência de sinal de
perigo resultando em tolerância. Proteínas especificas
do músculo como HSP70 podem aparentemente ser usadas pelo
sistema imune para regular a luta contra a infecção
e a inflamação.
O Sistema Nervoso Simpático
Requerimento de energia é o papel do sistema
nervoso simpático, e é provavelmente influenciado
diretamente pelas respostas imunes. O sistema nervoso simpático
mobiliza gordura e carboidrato, o qual é transformado em
energia de trabalho para o músculo e pelo músculo
através do sistema beta-hidroxilase e do ciclo de Krebs.
Na presença de inflamação aguda, o corpo irá
queimar gordura ao invés de carboidrato. Um aumento na gluconeogênese
ocorre no fígado para manter a glicose sanguínea no
nível de funcionamento para o cérebro. Esse processo
requer as proteínas glutamina e alanina como precursoras
primárias para a gluconeogênese no fígado e
liberadas pelo músculo (Wagenmakers 1998). O eixo hipotálamo-pituitária-adrenal
(HPA) libera glicocorticóides, os quais atuam como agentes
catabólicos musculares pela mobilização a liberação
dessas proteínas pelo músculo. Glutamina é
essencial para a função de proliferação
do linfócito e macrófago (Keast 1996) bem como na
atuação como precursor para as proteínas do
fígado relacionadas (Marks et al 1996). Tem sido discutido
que o sistema HPA talvez modulatório, quando provido com
o necessário sinal que represente o sinal de perigo e sinais
de segurança requeridos para ligar e desligar a resposta
imune-inflamatória (Moseley 2000). Alternadamente, citocinas
(IL-1) circulando são designadas para unir o hipotálamo
pela via valgal aferente (vinda do estomago) dessa forma também
potencializando a modulação desses eventos (Waitkins
& Maier 2000). Adicionalmente, o lócus coereleus e o
seu sistema nervoso simpático noradrenérgico modulam
o cordão espinhal e a transmissão cortical processando
sinais de dor. Tendo esse mecanismo alternativo de supressão
da dor, além da circulação de opióides,
talvez seja importante para a defesa imune, como aumento nos níveis
de opióides no sangue tem sido para a supressão da
atividade das células Natural Killer (NK). Evidencias por
isso foram verificadas e através das quais os beneficio dos
efeitos da analgesia pré-operatório na função
imune contrasta com a debilidade na imunidade quando altas doses
de opióides são dadas para animais restantes não-operados
(Pain Clinical Updates: March 2005). Ainda outro aspecto do sistema
nervoso simpático envolvendo as células intermediolaterais
do cordão espinhal, pode estar relacionado à modulação
entre citocinas pro e antiinflamatórias em virtude da anatomia
da inervação periférica do sistema nervoso
simpático da raiz do gânglio dorsal ( veja
Krause 1995 ) bem como a inervação do ouro tecido
musculoesquelético (Hasko 2001). Isso é importante
à medida que estes mecanismos regulatórios localizados
envolvendo citocinas pro e antiinflamatórias enviam sinais
para SNC, resultam na avaliação dos requerimentos
para a contenção da infecção e inflamação
assim como no sensoriamento da velocidade para recuperação
das lesões. Contudo, no caso de trauma do gânglio simpático,
após whiplash, esse mecanismo modulatório poderia
ser comprometido de modo considerado. Dessa forma existem pelo menos
4 SNS's todos designados para tratar da contenção
da inflamação (fig. 3 & 4). No caso extremo de
inflamação traumática e infecção,
se a contenção não obtiver sucesso, então
pode ocorrer caquexia e sepse colocando a vida em risco. É
plausível que o grupo de requerimento de energia através
de dieta suplementar e/ou mobilização do SNS é
vital para uma ótima resposta neuro-imune durante e depois
os exercícios para a prevenção o balanço
negativo do nitrogênio (fig. 1), bem como para a percepção
da condição da inflamação.

Muscle, Kidney, Liver interactions during Immune responses.

Figure 3 Modulation of pain and inflammation by the sympathetic nervous system

Figure 4 Sympathetic modulation of the 'inflammatory soup'
Exercício e hormônio
do crescimento
A permanência no leito pode causar efeitos
danosos na função muscular. Pesquisadores tem recentemente
descrito claramente que um músculo no eixo aferente-pituitário
o qual regula a atividade biológica do hormônio do
crescimento (HGB) está fortemente ligada com a função
muscular, particularmente com as fibras musculares. Ao contrario,
a indução de exercícios aumentam a atividade
imunológica do hormônio de crescimento no plasma (HGI),
cujo pico de concentração ocorre durante ou após
exercício aeróbio de longa duração ou
de resistência envolvendo grandes grupos musculares. O HGB
também é liberado após uma curta série
de contrações isométricas (McCall ET AL 2001).
A resposta do HGB é ausente, apesar da manutenção
da produção de torque normal do pré- exercício
e do plasma HGB e HGI , quando a musculatura da perna é cronicamente
descarregada, como, por exemplo, após dois dias de permanência
no leito ou vôo para o espaço. Eles supõem que
isso ocorre devido a alterações crônicas nas
entradas dos sinais proprioceptivos (McCall et al 2001). Essas respostas
são normalizadas dentro de um período de 8 dias de
recuperação no ambulatório. Além disso,
eles sugerem que o HGB estimula o crescimento ósseo e que
baixo nível de ativação das fibras através
de estimulação elétrica, exercício e/ou
vibração talvez possam melhorar os efeitos da crônica
descarga (McCall et al 2001). Isso também e uma clara evidencia
para a existência de um caminho funcional do músculo-pituitário
na ausência de inflamação. É também
importante frisar que, não se pode subestimar os efeitos
da permanência no leito quando recomeçar o regime de
treinamento após o período de doença ou trauma.
Exercício e DOMS
Atletas talvez experimentem dor e inflamação
associadas a dores musculares tardias (DOMS) após exercício
excêntrico e/ou exercícios não rotineiros, os
quais potencialmente reduzem o desempenho bem como compromete as
respostas imunes. Dor muscular tardia esta associada com o estiramento
e deslizamento das bandas Z levando a dissociação
da actina e miosina e a liberação de metaloproteinases
(MMP's) (Lieber et al 2002, Kovanen 2001). Uma inflamação
localizada é necessária para o crescimento, a cura
e reparo após a lesão. Parece que o equilíbrio
entre as citocinas pro e antiinflamatórias determinam esse
processo. A evidência para isso vem de uma pesquisa a qual
demonstra baixa expressão de MMP's no tecido não lesionado.
Sua produção e induzida em reposta para as citocinas,
fatores de crescimento e hormônios em situações
envolvendo atividade de remodelação do tecido e migração
de células, como na cura das feridas e inflamação
envolvendo o remodelamento da matriz extracelular (Kovanen 2002).
Após exercícios excêntricos pesados induzir
a DOMS, o músculo pode requerer acima de 28 dias para se
recuperar (Lieber & Fridén 2002). O equilíbrio
entre estresse e recuperação define um regime de treinamento
com sucesso (Veja Krause
2003 ). Por isso, para dar lugar a uma positiva adaptação
muscular, as metas com regime de treinamento orientado são
um importante sistema, como sendo uma prevenção de
sobrecarga, uma potencial perda no desempenho e comprometimento
da imunidade em 28 dias após exercício excêntrico
intenso (fig. 5).

Figure 5 Muscular-immune response to exercise
Capacidade de adaptação
versus Resposta imune inata e massa muscular
Inflamação induzida por microtrauma
pode resultar na ativação de mediadores de citocinas,
as quais ativam os linfócitos T e HSP's como parte da resposta
imune adaptativa. Outra resposta imune, cuja pode ocorrer e a resposta
imune inata. A imunidade inata usa as células natural killer
(NK). Notavelmente, o número de células NK tem se
demonstrado proporcional na massa magra muscular da população
idosa. Dessa forma, entende-se que a manutenção da
massa muscular seria extremamente importante seguro contra a morbidez.
Treinamento de resistência progressiva (PRT) tem sido proposto
como uma importante estimulação anabólica para
manter a massa muscular em pessoas com sarcopenia. É importante
frisar que a sarcopenia começa na quarta década da
vida de pessoas sedentárias. A dose recomendada de PRT tem
sido de 6-8 exercícios de 40 minutos de duração,
de moderada intensidade a cada 72 horas (veja
revisão de Krause 2003 para mais detalhes). A evidência
da eficácia desse tipo de treinamento vem da literatura de
exercício para pessoas idosas com sarcopenia, bem como, investigações
sobre a síndrome metabólica (síndrome do X)
em que a intensidade da estimulação e duração,
é suficiente para melhorar a sensibilidade da insulina em
pessoas com diabetes tipo II insulino-resistente (Fig.6)

Figure 6 : Progressive Resistance Training for 'fine-tuning'
the immune system with exercise.
O tratamento de disfunção crônica
musculoesquelética custa 3,6 bilhões de dólares
anualmente a Austrália (fig. 7). Novas e mais efetivas estratégias
de tratamento tem sido defendidas em NSW. Essas estratégias
têm incluído o uso multimodal de tratamento, uma melhor
relação de referência cruzadas entre os profissionais
da saúde, e o uso de aspectos cognitivos da definição
de objetivos. Os fisioterapeutas de NSW já usam combinações
de minuciosa avaliação física e verbal, terapia
manual, técnicas de energia muscular, massagem, dry needling
(estimulação intramuscular), yoga, Pilates, Feldenkreis,
relaxamento progressivo, bio-feedback e etc., para estar apto a
acessar os dois domínios, físico e cognitivo das repostas
neuro imune.

Figure 7 The cost of mal-adaptive responses to trauma
Cognição e a Resposta Neuro-Imune
Fatores psicológicos como superação
de metas, excesso de treinamento no esporte ou má adaptação
cognitiva relacionada com a dor pode ter um efeito significativo,
cujo sistema imune e preferencialmente mobilizado. Investigadores
têm observado que ratos derrotados demonstraram diminuição
no sistema imune sensibilidade para inibição do mediador
glucocorticóide (Raison & Miller 2003). O desenvolvimento
da resistência ao glucocorticóide tem correlação
com um perfil de subordinação no comportamento depois
da derrota, bem como correlação com o numero de ferimentos
recebidos numa luta agressiva de ratos intrusos. Foi especulado
que o risco de estar sendo ferido na hierarquia dos grupos pode
ter levado a condição de animais subordinados em cuja
maioria dos sobreviventes foi favorecida pela promoção
da rápida imunidade não - especifica, em detrimento
do baixo desenvolvimento da imunidade especifica. Imunidade inata
e favorecida pelas citocinas pró-inflamatórias (esp
TNF-alpha), cuja paradoxalmente pode suprimir as respostas da imunidade
especifica (adquirida), incluindo a proliferação das
células T e sinalização dos receptores das
células T (Raison & Miller 2003), a qual presumivelmente
inclui respostas HSP. Adicionalmente, mesmo os mecanismos envolvendo
o sistema imune, eles ainda contribuem para a sensação
da dor, alem deles também aparecem para serem ligados ao
limiar basal nociceptivo e serem opióde-dependentes (Hutchinson
et al 2004). Além disso, diferenças de gênero
sugerem que o fator de inibição migratória
(MIF) de altas citocinas e macrófagos em machos jovens podem
ter um efeito protetor nos neurônios hipocampais devido aos
altos níveis de testosterona. Contudo, MIF foi baixo em pessoas
com dor nos dois sexos (Aloisi et al 2005), por isso, sugerindo
aumento da vulnerabilidade a danos na área hipocampal. Isso
é significante, porque o hipocampo tem importante função
de memória. Por essa razão, o fisioterapeuta necessita
estar ciente de como uma ameaça poderia potencialmente induzir
dano não contextual as respostas imunes, a qual se cronicamente
não modulada pode resultar em perda de neurônios hipocampais
no sistema de modulação neuro imune (fig. 8). Por
isso, o fisioterapeuta pode precisar desafiar o sistema de crença
dos clientes sem estar entrando em confronto. No contexto da dor,
trabalho estressante e/ou esporte de esforço, sinais que
ativam e desativam a resposta do comportamento cognitivo deve ser
considerado durante o processo de raciocínio clinico sendo
realista e atingindo as metas do cliente, bem como usando o passado
e as historias decorrentes para averiguar os "marcos"
que promoveram ou melhoraram a dor crônica, debilidade e/ou
comprometimento imune.

Figure 8 : Signals that influence the cognitive behavioural response
Notavelmente, atletas os quais participaram de pesados
calendários de treinamento, freqüentemente reclamam
de aumento da suscetibilidade de infecções respiratórias
no trato superior. Após exercício intenso durante
longo tempo existe concomitantemente inflamação, bem
como uma supressão temporária da resposta imune, 2-4
horas pós-exercício (Pedersen 1998). Existe um conto
o qual sugere evidencia que atletas de endurance podem ser mais
susceptíveis há certos tipos de câncer. A literatura
tem descrito corredores de longa distância com leucemia. Lance
Armstrong, ganhador de vários tours da França é
um sobrevivente bem conhecido de câncer testicular onde houve
múltiplas metástases. No início dos anos 90,
mais de 10 jovens escandinavos orientados morreram repentinamente
enquanto estavam relaxados como, por exemplo, ao dormir, na linha
de largada ou na mesa de café da manha. Autopsias demonstraram
uma grande cicatrização cardíaca, cuja foi
considerada devido à "doença do carrapato"
e infecções viral e bacteriana. De forma interessante,
essas mortes pareceram estar somente associadas com a elite dos
jovens orientados. Contudo, algumas mortes inexplicáveis
em outros orientados foram descritas, mas não acompanhadas
no momento. Por isso, é importante que os atletas registrem
seu estado de saúde nos seus treinamentos diários.

Figure 9 : Muscle cellular immune response to
post exercise trauma
Fadiga, excesso de treinamento e a Resposta
neuro imune
Treinamento com exercício para melhorar
o desempenho, requer que o atleta seja sobrecarregado acima da sua
"zona de conforto" para alcançar o seu objetivo,
e para que o crescimento ocorra. Fadiga induzida é a primeira
regra para adaptação do treinamento de endurance.
Paradoxalmente, fatiga é considerada um sinal de alarme inicial,
cuja se ignorada, pode levar a depleção de ATP no
cruzamento da ponte da actina e miosina as quais inicialmente induzem
a câimbra que eventualmente pode levar a contração
muscular tetânica e potencialmente a morte. De forma significativa
o ATP possui duas propriedades, pro e antiinflamatória (fig.
4). A maior adaptação metabólica para o treinamento
ocorre entre o sistema musculoesquelético, fígado
e rins (Petibois et al 2002). Além do estresse metabólico,
o músculo recebe o estresse mecânico. Juntos, a ruptura
da estrutura da proteína celular e a agregação
química do conteúdo subcelular, produz muitas espécies
de oxigênio reativo (ROS). Um desequilíbrio entre a
ação dos ROS e a capacidade de defesa antioxidante
das células musculares tem sido implicado em excesso de treinamento.
Adicionalmente, as respostas das glutaminas têm se mostrado
aumentar durante os exercícios e caído significantemente
após algumas horas pos-exercício. Isso é importante,
como as glutaminas constituem o link metabólico entre o sistema
musculoesquelético e a capacidade do sistema imune. Contudo,
pesquisadores têm achado evidencias conflitantes contra a
ultima hipótese (Petibois et al 2002). Outro mediador das
respostas imunes pode ser a leptina, a qual é liberada pelos
adipócitos (células de gordura) e parece afetar o
sistema de resposta do eixo hipotálamo-pituitária-gonadal
(HPGA). Níveis globais de soro de leptina tem se mostrado
aumentar em atletas de endurance altamente treinados. Entretanto,
pouco dados existem para se verificar alguma correlação
entre massa de gordura e excesso de treinamento em atletas de endurance
(Petibois et al 2002). O estado de energia dos atletas parece ser
critico como a capacidade de treinar um atleta de endurance é
carboidrato lipídico metabolismo dependente ao invés
de proteína metabolismo dependente. Poupadores de proteína
não são apenas casuais para o elemento mecânico
de contração, mas podem também ser imune-poupadores
(fig. 1). Infelizmente, devido a complexidade das interações
hormonais, múltiplos subsistemas e redundância, o exame
da testosterona: a proporção do cortisol isolada não
tem se mostrado como marca significante para o excesso de treinamento
(Petibois et al 2002). Alterações na secreção
noturna de catecolamina e redução nas concentrações
de cortisol também têm sido implicadas no excesso de
treinamento. Redução da síntese de cortisol
e considerada para reduzir a modulação do tônus
simpático potencialmente levando a melhora da facilitação
da catecolamina, da formação de memória e subseqüentemente
a prevenção de ambientes potencialmente hostis (Raison
& Millier 2003). Portanto, é interessante especular que
o treinamento para a fadiga requer especifico sinal de 'liga e desliga'
como, por exemplo, metas de desempenho e estratégias de recuperação,
bem como adequada provisão de substratos de energia para
satisfazer as demandas metabólicas do exercício de
treinamento. Por isso, melhoramento do desempenho e adaptação
de crescimento pode ocorrer enquanto previne-se excesso de treinamento,
pela mobilização positiva do sistema imune, com regime
de treinamento sintonizado o qual faça sentido para o atleta.
O exame subjetivo para classificar
os sintomas do excesso de treinamento
Desde quando os marcadores biológicos de
excesso de treinamento mostram resultados conflitantes, isso pode
ser mais usual para os atletas, treinadores e fisioterapeutas para
usar marcas psicológicas de excesso de treinamento. Estes
incluem sentimentos de depressão, apatia generalizada, diminuição
da auto-estima, instabilidade emocional, dificuldade de concentração,
sensível a estresse ambiental e emocional, medo de competição,
mudanças na personalidade, diminuição nas habilidades
para uma curta concentração, aumento interno e externo
de distração, diminuição da capacidade
para tratar grandes quantidades de informações e desistência
quando se torna difícil (Smith 2000). As marcas imunológicas
incluem: aumento da susceptibilidade e severidade para doenças,
resfriados e alergias; gripe em confirmada febre glandular, demora
na cicatrização de pequenos ferimentos, inchaço
de glândulas linfáticas, um dia de constipações
(Smith 2000). Portanto, é importante usar um treinamento
diário para monitorar esses sinais e sintomas, bem como um
programa estruturado de treinamento pode ser benéfico para
o sistema imune, ainda excesso de treinamento pode ser prejudicial
em alguns casos fatal. (ex. rhabdomyolysis (veja website: www.members.tripod.com/~baggas/rhabdo.html
)
Síndrome Geral de Adaptação
(SGA) e Alostase
Selye (1936) reconheceu e definiu três estágios
da Síndrome Geral de Adaptação: alarme, resistência
e exaustão. As primeiras duas fases foram consideradas adaptativas,
enquanto o estagio final representou quebra da capacidade adaptativa.
Por isso, paradoxalmente, o sistema fisiológico ativado pelo
estresse pode não somente proteger e restaurar, mas também
causar dano ao corpo (McEwen 1998). A habilidade de alcançar
estabilidade através de mudança tem sido chamada alostase,
e é considerada critico para a sobrevivência. Através
da alostase, o sistema nervoso autônomo, o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal
(HPA), o cardiovascular, metabólico e sistema imune protegem
o corpo através da resposta interna e externa ao estresse.
O estresse a partir do uso e desgaste que resulta do excesso de
atividade crônica ou baixa atividade da alostase e referido
como carga algostática (McEwen 1998). Como uma pessoa percebe
um estimulo (consciente ou subconsciente) e se a pessoa percebe
isso como tratamento (psicológico ou físico), é
crucial na determinação comportamental (fright-fight-flight)
e respostas fisiológicas (calma ou palpitações,
alteração do cortisol) (fig. 9). Obviamente, em um
dos cenários as pessoas saudáveis fisicamente vão
determinar a habilidade para elevar essas respostas. A mais comum
resposta algostática envolve o sistema nervoso simpático
(SNS) e o eixo HPA, a qual libera catecolaminas vindas dos nervos
e da medula adrenal, assim como a secreção de corticotropina
vinda da glândula pituitária. Corticotropina, por sua
vez, modula a liberação de cortisol vindo do córtex
adrenal.

Figure 10: Signal perception and the allostatic
response
McEwen (1998) descreve quatro situações
de cargas alostáticas
1. Estresse freqüente;
2. Tempo insuficiente para a adaptação a repetidos
estresses. Ex: pessoas que falam em publico freqüentemente;
3. Inabilidade para desligar uma resposta alostática depois
que o estresse terminou treinamento intensivo de atletas também
induz a carga alostática com elevada atividade do SNS e do
eixo HPA, o que resulta na mobilização de gordura,
perda de peso, dismenorréia e/ou amenorréia (eixo
HPGA - Hormônio Folículo Estimulante {FSH}, Hormônio
Luteinizante {LH} e equilíbrio do opióides), e freqüentemente,
relatada condição de anorexia nervosa (Boyar et al
1977, Loucks et al 1989 in McEwen 1998). De acordo com a hipótese
da cascata de glucocorticóide, o uso e desgaste do hipocampo
devido a excessiva atividade da HPA pode resultar em falha cognitiva
(memória declarativa e espacial) como demonstrado em ratos
(Sapolsky 1992, 1986; Seeman et al 1994, 1997; Meaney et al 1988;
Lupien et al 1994 in McEwen 1998). Além disso, a supressão
do eixo HPGA pelo aumento dos níveis de opióide leva
ao hipogonadismo, o que causa mudanças no interesse sexual
e função, depressão, assim como, perda muscular
e osteoporose (Aloisi et al 2005).
4. Notavelmente, resposta inadequada por algum mecanismo alostático
resulta em aumento compensatório de outros mecanismos. Por
exemplo: inadequada secreção de cortisol resulta na
redução de contra - regulação das citocinas
inflamatórias.

Figure 11: Allostatic load response
Em humanos, HPA
hipo-responsivas tem incluído pessoas sofrendo com fibromialgia,
síndrome da fadiga crônica e crianças com dermatite
atópica (McEwen 1998) assim como indivíduos com falha
na cirurgia de disco (Geiss et al 2005). Alem disso, em desordens
de estresses pós-traumáticos, a atividade basal da
HPA pode ser baixa, contudo, a reatividade ao estresse pode não
ser enfraquecida (McEwen 1998). As figuras 12 e 13 listam evidencias
clinicas e comportamentais para alostase alterada o que pode perpetuar
em disfunção musculoesquelética crônica.

Figure 12: Clinically significant behavioural
evidence for altered allostasis

Figure 13: Clinical physiological evidence for
neuro-immune involvement in altered allostasis
Ansiedade antecipatória
pode conduzir a secreção de mediadores corticotropina,
cortisol e adrenalina, e por essa razão a ansiedade prolongada
é também provavelmente leva a carga alostática.
Infelizmente, a falha previamente discutida do hipocampo diminui
a confiabilidade e a curacidade das memórias contextuais.
Por essa razão, isso pode influenciar a resposta alostática
através da prevenção do processamento de preferência
cortical da informação necessária para avaliar
a natureza da ameaça (Sapolsky 1990 in McEwen 1998). De forma
importante, o hipocampo normalmente regularia a resposta ao estresse
através da modulação do eixo HPA (Jakobson
& Sapolsky 1991 in McEwen 1998). Por exemplo, em um esporte
orientado com atletas bem treinados, regulada carga alostática
através da antecipação da área de treinamento
que será utilizada através da visualização
de experiências anteriores com sucesso em similares áreas
de treinamento antes da corrida, assim como precisa leitura do mapa
para reconhecimento e, conseqüentemente, previsão da
próxima área de corrida. Do mesmo modo, o clínico
pode auxiliar o cliente na sua reabilitação através
do estabelecimento de metas realistas, assim a fina sintonia da
sua antecipação e, conseqüentemente, respostas
perspicazes e previsíveis (veja
Krause 2002 ).

Embora especulativo,
pareceria lógica que periodização de treinamento
pode ser uma ferramenta útil na regularização
nas respostas alostáticas ocasionais. De fato, a periodização
e o treinamento variado têm sido utilizados pelos treinadores
para reduzir o risco de excesso de treinamento, bem como aumentar
a eficiência através de mais qualitativo e não
quantitativo treinamento.

Periodisation of endurance and plyometric training (Krause 2003)
Desde que Selye (1936) reconheceu e definiu três
estágios da Síndrome Geral de Adaptação:
alarme, resistência e exaustão, o clínico pode
utilizar para reconhecer se os clientes estão nos dois primeiros
estágios adaptativos, ou se estão no estagio final
que representa a desagregação da capacidade adaptativa.
Além disso, o clínico ciente com estas estratégias
adaptativas pode reduzir o risco de entrada no estagio final através
de um planejamento adequado (por exemplo, periodização),
definição de objetivos e de treinamentos preparatórios,
reduzindo assim, ansiedade antecipatória.
Figure 14: are the Kubler-Ross stages of dying
similar to those of musculoskeletal disability?
Terapia Cognitiva Comportamental
Ao usar uma abordagem de terapia cognitiva comportamental
(CBT), os fisioterapeutas poderiam potencialmente ganhar mais uma
poderosa ferramenta de avaliação e tratamento em seu
arsenal de abordagem multimodal de avaliação e tratamento
para pessoas que tentam lidar com a dor, respostas imunes e disfunção
musculoesqueléticas. Dessa maneira, a CBT é usada
para avaliar, monitorar e mudar o sistema nervoso central (SNC),
sistema nervoso periférico (SNP) e processamento imune de
vários estressores. Como discutido previamente, o sistema
nervoso simpático periférico (SNSp) interage com o
sistema nervoso central assim como o eixo hipolamico-pituitária-adrenal
para modulação das respostas imune e de inflamação.
O gânglio cervical superior (GSC) e DRG SNSp possui múltiplos
subtipos de receptores adrenérgicos alfa 2, os quais são
funcionalmente ativos nas respostas de lesão do nervo, inflamação
e condições fisiológica e patofisiológicas
(Gold et al 1997). Assim, concomitante lesão para o gânglio
simpático periférico (por exemplo, após "lesão
do chicote" para a SCG), pode comprometer não só
a regulação do fluxo sanguíneo para o DRG (Haebler
et al 2000), mas também reduzir a modulação
das respostas neuro-imune e de inflamação nos locais
nervos periféricos terminais (ver Krause
1997 ). Por isso, com um comprometimento do sistema nervoso
periférico e alteração do processamento do
sistema nervoso central, pareceria sensato seguir uma conduta como
a CBT para tratamento, mediante o mais alto centro de processamento
de sinal pode ser modulado através de mudanças comportamentais
e de percepção a sinalização de estímulos
periféricos. No entanto, no estado crônico de estresse
neuro-imune sabemos que, o dano no hipocampo pode afetar a memória,
o qual por sua vez pode aumentar negativamente a percepção
da ansiedade antecipatória. Uma vez que o cérebro
consciente apenas pode processar uma parte de informação
de cada vez, e só pode armazenar 6 partes de informação
na memória de curto prazo, torna-se imperativo acessar o
subconsciente, porque a maioria do processamento de informação
ocorre aqui (Krause
2002 ). Imaginação, meditação, e
estratégias de verbalização podem ser utilizadas
para acessar o subconsciente e modificar favoravelmente estados
negativos de percepção (fig. 15).

Figure 15: Cognitive behavioural therapy and
exercise
Várias linhas de evidências sugerem que o tratamento utilizando
o domínio psico-cognitivo para avaliar a percepção
pode influenciar substancialmente no resultado do tratamento. Ao
que parece, angústia e medo de evasão são fatores
importantes para o desenvolvimento de dor relacionada com deficiência
(Boersma & Linton 2005). Clientes com alta expectativa no tratamento
têm demonstrado melhor enfrentamento da dor e controle, interpretação
ativa e positiva da dor e menos compensação na incapacidade.
Adicionalmente, esses atributos de percepção positiva
são significantes para preverem medidas de resultado pós
CBT em pessoas que sofrem dor crônica (Goossens et al 2005).
A percepção tem sido demonstrada ser positivamente
influenciada através de sessões educacionais onde
o medo reduz significantemente diminuindo a intensidade da dor através
de exposição graduada e tendo permanecido por mais
de 6 meses de intervenção (de Jong et al 2005). Estratégias
de avaliação psicométrica, como por exemplo,
o inventario de enfrentamento da dor crônica (CPCI), fornece
aos clínicos uma medida de freqüência com as quais
os pacientes usam estratégias de enfrentamento tanto que
são encorajados (exercício / alongamento, relaxamento,
tarefa persistente) e desencorajados (guardando, descansando e pedindo
por assistência) (Jensen et al 1995). Por isso, a adesão
positiva a estratégias de enfrentamento podem ser avaliadas
e correlacionadas com qualquer mudança na percepção
de características tais como redução do comportamento
medo - evasão.
Severa infecção aguda ou crônica e / ou inflamação
pode resultar em atrofia muscular devido à mobilização
de proteína durante a resposta imune. Isto poderia comprometer
a capacidade de carga dos músculos tanto as metabólicas
como as mecânicas. Por conseguinte, dependendo do grau e da
extensão da caquexia o organismo pode demorar meses se não
anos a recuperar. Assim, em tais casos extremos, parece adequado
para definir metas a longo e curto prazo, que são realistas
e atingíveis na busca de manter e / ou re-estabelecer a alostase.
Clinicamente, uma escala de atividade de estimulação
tem sido utilizada em pessoas que sofrem de fibromialgia (Nielson
et al 2001). Isto pode ser usado para as pessoas para controlar
a sua carga alostática, e juntamente com a avaliação
de sintomas de "excesso de treinamento" uma indicação
da alostase podem ser obtidas. Apesar de altamente especulativa,
estas idéias parecem muito plausível e pode ser um
meio de aproveitar o potencial de cura do sistema neuro-imune.
Avaliação dos resultados dos programas CBT tem sido
descritos como "difícil". Uma recente revisão
da literatura não concluiu diferenças significativas
entre o tratamento e o exercício de terapia comportamental
(Ostelo et al 2004). "Freqüentemente, o efeito do tratamento
é modesto tamanho e a especificidade de uma abordagem em
detrimento de outro tratamento não foi validado, porque pouco
se sabe sobre os mecanismos que conduzem ao bio-comportamento dor
crônica e incapacidade." Como tal, concluiu-se que as
características dos clientes são necessárias
para ser correspondido ao tratamento programas (Vlayaen & Morley
2005). Ao usar uma abordagem CBT, fisioterapeutas poderiam potencialmente
ganhar mais uma poderosa ferramenta de avaliação e
de tratamento no seu arsenal de abordagens de avaliação
e tratamento multimodais, para as pessoas que tentam gerir dor e
disfunção musculoesquelética. Desta forma CBT
pode ser utilizado para avaliar, acompanhar e alterar SNC, SNP e
imune e o tratamento de diversos estressores.
Conclusão
Aconselhamento nutricional, juntamente com uma
abordagem cognitiva comportamental para exercer uma terapêutica,
tem sido defendido a fim de explorar o efeito positivo mecânico,
metabólico e imunitário do reforço da massa
muscular, que deverá melhorar a alostase. Esta abordagem
pode ser utilizada para a formação de atletas. Usando
um programa de formação estruturado envolvendo periodização
e definição de objetivos, a pessoa deve ser capaz
de melhorar o seu desempenho, assim como "ajuste fino"
do seu sistema imunológico, alostático e da capacidade
de carga. Além disso, o reforço da massa muscular
oferece uma rica fonte de proteínas para ambos os sistemas
imunitários adaptativos e o inato. Quando usado em uma configuração
de deficiência crônica, manutenção de
um raciocínio clínico estruturado, e um processo que
envolva o cliente de forma a educá-los sobre as finalidades
e objetivos e, em especial, os resultados (opinião) da estratégia
de gestão do tratamento que pode reduzir a carga alostática.
Nestes termos, o fisioterapeuta tem à sua disposição
todas as ferramentas e pode ser integrado o propósito, sem
cair na armadilha que "quanto mais, melhor" (fig. 16).
Eventualmente, da independência e da adoção
de uma abordagem de auto-gestão para acompanhamento da incapacidade
crônica, pode ser alcançada pelo cliente. Este último
aspecto é particularmente importante, uma vez que existem
muitos médicos que potencialmente ganham a vida criando dependência
no cliente. Assim como, fisioterapeutas australianos já começam
a adotar uma estratégia para a sua CBT, uma abordagem multimodal
baseada em evidências, será interessante para avaliar
o futuro do custo de AUD 4.7 mil milhões de dólares
anuais (Australian Financial Review: sexta-feira 10 de Junho de
2005 P9) da deficiência musculoesquelética. No seu
conjunto, melhoramento do desempenho sem comprometimento, ao invés
disso, o reforço do sistema imunitário deveria ser
o objetivo final do exercício de formação.

Figure 16: Multi-factorial and multi-modal physiotherapeutic
intervention model
Exercise and Ageing
Exercise and Nutrition
Presentation
in Rome : 7-9 October 2005
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Last update : 8 July 2008
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